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A Conexão que Ultrapassa os Limites: Uma Jornada Romanesca
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Published 3/30/2023Quando Rada, um ambicioso e inteligente jovem com TDAH, conhece uma garota durante o Imprio Romano, se apaixonaram instantaneamente e lutam com juntos para enfrentar seus desafios individuais num ambiente cheio de inspiração e fantasia.
A primeira coisa que eu vi foi a luz do sol entrando pela janela. Eu estava com a cabea apoiada sobre o brao direito, e olhando fixamente para a parede de tijolos vermelhos. Os tijolos estavam todos "em ordem". Todos no mesmo nvel, com as partes mais altas na direita e na esquerda. Por um momento, eu fiquei chocado por achar que a parede tinha mudado de posio desde a minha visita anterior. Mas ento me lembrei: era o quinto piso, onde o proprietrio havia colocado uma janela em forma de arco para enfeitar o quarto.
Eu estava pensando se j devia virar para cima e dormir mais algum tempo, quando uma voz me disse: - Rada? Voc ta acordado?
Era Julia. Eu nao podia ver ela, mas sabia que ela estava sentada na beira da cama. A voz dela era suave e calma como sempre. Eu olhei para ela e sorri, tentando manter minha voz semelhante a da Julia. - Oi, meu amor - disse eu - O que houve? Voc quer sair?
- Nao - respondeu Julia - Eu trouxe um livro. Vai ver que vai gostar dele... Espera um pouco! Nao se mexa! Volto logo!
Ela saiu do quarto apressadamente e fechou a porta atrs. Apesar de ser muito maior do que ela, Julia nunca se importava em atravessar o apartamento sozinha. Eu voltei minha ateno para o livro que ela havia deixado sobre a mesinha do lado da cama. Era bem pesado: uma edio antiga, encadernada em couro marrom escuro e fino com letras douradas no ttulo: "Amor e Cidade". Ao lado do livro havia uma sacola plstica branca cheia de doces embrulhados em papel celofane transparente. A boca do saco estava aberta por causa dos doces dentro; as pontas esticadas eram largas como dedos de unhas pintadas de rosa brilhante; os doces prateados dentro faziam lembrar morangos amarelos polidos demais para serem confundidos com verdadeiros morangos frescos. Era um toque bastante romantico, mas afora isso nao havia nenhuma pista sobre quem os tinha trazido... Exceto pelas iniciais JB impressas na sacola branca: juntas numa linha reta horizontal sob duas flores amarelas idnticas ali impossiveis de identificar certamente eram rosas, talvez tulipnias...
Julia voltou logo em seguida carregando o livro pesado nas mos; os doces foram colocados cuidadosamente sobre a mesinha baixa perto da janela junto com uma garrafa tmida com cafe gelado num copo grande redondo com um sanducheiro metlico no centro da garrafa. Ela sentou-se na cama outra vez, ofereceu-me o cafe gelado e comeou a servir os doces em um prato quadrado de metal amarelo-claro enquanto lia o ttulo do livro em voz alta: - "Amou e Cidade" by Juliana Goulart... Isso algum romance? - perguntou Julia finalmente, depois que terminou de descascar os morangos para mim cortando-os em trs pedaos cada um antes de servir as fatias num prato maior dourado encimado por etiquetas coloridas publicitrias em ingls explicando que aqueles eram Doces Holandeses Bredor Travesseiro **Para Melhor Experincia** Colocar Conforme Praticidade*. Depois ela olhou para mim esperanosa por instrues quanto ia servir as fatias fracas e macias - diferentemente dos captulos daquele romance portugus antigo! Superei rapidamente a sugestiva coincidncia entre nossos nomes reais e os personagens principais da histria: no romance original (que li junto com Julia durante nosso primeiro verao juntos), Ana Amria era uma moça razovelmente bonita que vivia em Lisboa; Amor era um rapaz otimista que vivia num pequeno vilarejo chamado Braga; Amor era inteligente mas impulsivo; Ana Amria era sensata mas resolvida; ambos eram jovens mas j levavam vidas adultas; ambos tinham problemas mentais (Ana Amria por exemplo era supersticiosa); os dois estavam aparentemente destinados a serem felizes juntos etc etc etc ad nauseam*. O romance original foi adaptado para diferentes idiomas pelas dcadas posteriores... Parcialmente pela necessidade financeira (apesar de todos os paises gastarem bilhoes projetando armamentos nucleares durante a Guerra Fria s contribuindo pra diminuir os lucros das indstrias armamentistas locais) mais principalmente pelol desejo humano aparentemente insaciable por histrias romnticas... A humanidade tendeu sempre mais para as histrias tristes sobre as histrias felizes... Talvez porque seja mais fcil evitar as tristezas previsveis do que enfrent-las heroica mente enquanto podem ser evitadas...
Acho que esses pensamentos foram resultados dos anos passados agarrados firmemente no rosto da vida real apesar dos esforos heroicos por fugir dela.* De qualquer forma, acredito realmente que foi isso que fez Julia decidir virar-se para mim apenas um momento depois da minha revelao mental completa enquanto tomava meu cafe gelado; ela sorriu gentilmente enquanto mexia energicamente o cafe na xcara antes de perguntar: - Se voc lembra disso todo mundo conhecia esses personagens anteriores? Todose conheciam?!
[Eles conheciam.] [Ninguem conhecia ninguem.] [Errar] [Certo] [Exato!] [Isso mesmo] [Mas...] [Na verdade...] [Nao...] [Pois bem...] [Entao...] [Onde...] [Qual...? ]
Disclaimer
This is a work of fiction, assisted by artificial intelligence. Any names or characters, businesses or places, events or incidents, are fictitious. Any resemblance to actual persons, living or dead, or actual events is purely coincidental.
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